Escuto vozes nesse lugar
Que retumbam por toda prisão
Foi querendo me salvar
Que abracei minha punição
Pensei ter perdido o desafio
Não sabia ao certo como
Decorava sutileza e elogios
Nas noites sem sono
Era quem mais lhe adorava
Mesmo assim não foi o bastante
Meus atos, minhas frases, eu revisava
À busca de um erro a todo instante
Não poderia ter errado
Só sabia lhe enaltecer
Vai dizer que não tinha sonhado
Com alguém pra lhe convencer...
... de que é linda e feiticeira
Culta e dançarina
Submissa e guerreira
Mulher e menina
(Verdades que eu gostaria de negar...)
Imerso em lacrimosa solidão
Na noite infinita e cruel
Estrelas foram ao chão
E a lua evitou o céu
Havia um profundo rancor
Pela minha forma e meu ser
Por não provocar seu amor
E ser incapaz de lhe merecer
Sou prisioneiro da culpa
Juntamente com a razão
Após reparos e desculpas
Comecei a entender a questão
Daqui sairei quando me perdoar
Por amaldiçoar quem eu sou
Mas estou calmo, não vai demorar
Porque sei quem foi que errou
Em parte você estava certa
A superioridade existiu
Quando fizer tal descoberta
Verá que sua felicidade destruiu
No peito ainda sinto pontadas
Ao viajar por um futuro proibido
Desponta o sol na madrugada
E as vozes já são gemidos
Samuel Garcia
Piratini, 03/06/2016
sexta-feira, 3 de junho de 2016
quarta-feira, 25 de maio de 2016
O Pouco pra Paixão.
Aceitaria aqui comigo
Você repleta de desejos
Vivendo em meu abrigo
Bebendo dos meus beijos
Ouvindo desses lábios
Aquele segredo sorrateiro
Que descontente com a metade
Abocanha o inteiro
Ele que pode ser revelado
Mas é necessário entender
Senão estaremos jogados
Atrás apenas de calor e prazer
E só isso não basta
Eu sei que você sabe...
Quando chegar a sua hora
Diga baixo e com autoridade
Se pelo nosso eterno agora
Me concede essa liberdade
Eu juro que tinha suas palavras
Mas as deixei em seu riso
Três sentidos desligados
Reforçam os dois de que preciso
Peço infinitos perdões
Se pareço distraído
É que fico por ocasiões
Completamente seduzido
Quero cada vez mais lhe viver
Esqueço o porquê da timidez
Esses dois sentidos já desligo
E agora ativo os outros três
O tato é o mais ousado
Invasão pura e plena
Percorre um trajeto traçado
Sem vergonha ou pena
Pelos que se enrijecem
Com poderosos calafrios
Dedos ali passearam
Por sobre seus sonos vazios
O olfato é o mais romântico
Aplica sua essência em mim
Um pouco de você aqui dentro
É uma emoção que não tem fim
E mesmo se não estiver ao meu lado
Eu vou tentar reviver
Um lençol, uma lembrança
Qualquer que tenha a marca de você
O paladar é uma onda
Que levanta o sal do oceano
Você pra mim é natural
Somente eu sou humano
E no meio de tanto sal
Encontro algo macio e doce
Um beijo faz com que eu sinta
A paixão que de longe você trouxe
Ao meu redor tudo me chama
Desperto desses devaneios
Quando sou mais imparcial
Fico tomado de receios
Se estou prestes a explodir
É porque não consigo deixar pra trás
Os ventos lhe trarão aqui?
A esperança levemente se desfaz
Falta muito pouco
Para uma paixão brotar
Como pode eu querer
O que antes custei a matar?
Mas se é pra ser diferente
Eu aceito de bom grado
Uma paixão pra cuidar
Apagará o velho pecado
Samuel Garcia
Piratini, 25/05/2016
quinta-feira, 28 de abril de 2016
Quase Contradições.
A verdade que está presa no tempo
O amor que era apenas obsessão
Modificavam-se nos momentos
Em que clareava minha visão
Quantos dias atormentado
Pelas bobagens que inventei
Cometi contra mim tantos pecados
Masoquismo? Eu não sei
Atirado em teorias e indecisões
Muita suspeita, nenhum fundamento
Com esforço suportei duras lições
Que buscaram meu amadurecimento
Euforias e frustrações
Inocentes mas eficazes
Leves brisas e furacões
Cada qual com suas fases
Equivocada noção de tamanho
A ingênua insistência em engrandecer
É que o olhar de um estranho
Era o universo em meu poder
Em meus modestos devaneios
O impossível era meu aliado
Contudo, meus fortes receios
Conseguiam me manter calado
Uma insegurança arrasadora
Por ironia afastava de mim aquela missão
Amar e cuidar da pessoa moradora
Daqueles sonhos que pediam realização
Foi egoísmo, sim, eu sei
Mas de nada me arrependo
Pois no final eu que acabei
Lamentando e sofrendo
Singelos e profundos
Aqueles versos pioneiros
Mas por Deus, não me confundo
Jamais foram verdadeiros
Eu tinha minhas razões
Sinceramente, eu já sabia
Separados corações
Não era amor o que eu sentia
Hoje, tudo mudou
Meu ser e minhas convicções
A poesia é o que restou
Dessas quase contradições
Samuel Garcia
Piratini, 28/04/2016
O amor que era apenas obsessão
Modificavam-se nos momentos
Em que clareava minha visão
Quantos dias atormentado
Pelas bobagens que inventei
Cometi contra mim tantos pecados
Masoquismo? Eu não sei
Atirado em teorias e indecisões
Muita suspeita, nenhum fundamento
Com esforço suportei duras lições
Que buscaram meu amadurecimento
Euforias e frustrações
Inocentes mas eficazes
Leves brisas e furacões
Cada qual com suas fases
Equivocada noção de tamanho
A ingênua insistência em engrandecer
É que o olhar de um estranho
Era o universo em meu poder
Em meus modestos devaneios
O impossível era meu aliado
Contudo, meus fortes receios
Conseguiam me manter calado
Uma insegurança arrasadora
Por ironia afastava de mim aquela missão
Amar e cuidar da pessoa moradora
Daqueles sonhos que pediam realização
Foi egoísmo, sim, eu sei
Mas de nada me arrependo
Pois no final eu que acabei
Lamentando e sofrendo
Singelos e profundos
Aqueles versos pioneiros
Mas por Deus, não me confundo
Jamais foram verdadeiros
Eu tinha minhas razões
Sinceramente, eu já sabia
Separados corações
Não era amor o que eu sentia
Hoje, tudo mudou
Meu ser e minhas convicções
A poesia é o que restou
Dessas quase contradições
Samuel Garcia
Piratini, 28/04/2016
terça-feira, 19 de abril de 2016
Passageiros Desconhecidos.
Meus dias não são somente meus
Divido o amanhecer e o anoitecer
Com tantos outros como eu
Que a algo procuram entender
Pensamentos estranham meu corpo
E se perdem em diferentes direções
Transportando a mim, impotente
Em um sinistro plano de previsões
Desfrutando de serena comodidade
E sufocante ausência de ocupação
Questiono o espaço e a realidade
De quem compartilha comigo uma estação
Aqueles meus momentos mais intensos
Podem ter sido os mais pesarosos de alguém
Somos todos passageiros propensos
A conhecer pessoas que nos façam bem
Há tantos anos atrás
Distraído, não percebi
A voz e o silêncio
De alguém que não conheci
(E sigo sem conhecer...)
Descobrindo a nós mesmos
Aprendendo de gostos e rejeições
A pura noção da infância eterna
É uma de nossas maiores decepções
Desvendando o valor de uma vida
Entendendo de amor e amizade
Vivenciar o futuro dos sonhos
É nossa maior prioridade
Como e quando chegamos mais perto?
O mais longe que os ecos puderam alcançar?
Quem sabe um dia esse destino incerto
Resolve por descuido ou não nos apresentar?
Eu empresto o dia e o campo
Você empresta a noite e o mar
A grama e a areia são palcos
Para belas memórias guardar
Agora, o que falta pra perceber
O altruísmo e as trocas incidentais?
As belezas naturais que você vê
Posso vê-las tão belas e iguais
Estamos cada um em seu lugar
Somos passageiros desse chão
Onde podemos nos barrar
E discutir a ocasião
(Aí então, nos conhecemos...)
Samuel Garcia
Piratini, 19/04/2016
Divido o amanhecer e o anoitecer
Com tantos outros como eu
Que a algo procuram entender
Pensamentos estranham meu corpo
E se perdem em diferentes direções
Transportando a mim, impotente
Em um sinistro plano de previsões
Desfrutando de serena comodidade
E sufocante ausência de ocupação
Questiono o espaço e a realidade
De quem compartilha comigo uma estação
Aqueles meus momentos mais intensos
Podem ter sido os mais pesarosos de alguém
Somos todos passageiros propensos
A conhecer pessoas que nos façam bem
Há tantos anos atrás
Distraído, não percebi
A voz e o silêncio
De alguém que não conheci
(E sigo sem conhecer...)
Descobrindo a nós mesmos
Aprendendo de gostos e rejeições
A pura noção da infância eterna
É uma de nossas maiores decepções
Desvendando o valor de uma vida
Entendendo de amor e amizade
Vivenciar o futuro dos sonhos
É nossa maior prioridade
Como e quando chegamos mais perto?
O mais longe que os ecos puderam alcançar?
Quem sabe um dia esse destino incerto
Resolve por descuido ou não nos apresentar?
Eu empresto o dia e o campo
Você empresta a noite e o mar
A grama e a areia são palcos
Para belas memórias guardar
Agora, o que falta pra perceber
O altruísmo e as trocas incidentais?
As belezas naturais que você vê
Posso vê-las tão belas e iguais
Estamos cada um em seu lugar
Somos passageiros desse chão
Onde podemos nos barrar
E discutir a ocasião
(Aí então, nos conhecemos...)
Samuel Garcia
Piratini, 19/04/2016
quarta-feira, 6 de abril de 2016
Era um Final de Março...
Obrigado pela acolhida
Por desejarem me conhecer
Em meio a rotinas corridas
E piadas pra espairecer
Obrigado pela confiança
Por delicadas incumbências
Uma aliança mais forte a cada dia
Nascida das nossas convivências
Obrigado por compartilharem
As obras de suas vidas
Eu vi tantos sorrisos brilharem
Por conquistas merecidas
Obrigado pelo apoio
Pelas mãos oferecidas
Quando a vocês recorri
Haviam centenas de saídas
Obrigado pelos sorrisos
Por serem tão naturais
Loucuras de improviso
Com certeza são imortais
Obrigado por me ensinarem
Rir da vida e compaixão
Levo de vocês suas imagens
Repletas com a minha gratidão
Obrigado por serem tão especiais
Simples, mas profundo...
Foram tantas correrias
Muitas folhas pra perder
Inúmeras travessias
E mates pra encher
Por tudo isso, me desculpo se com vocês
Em algum momento acabei por falhar
Mas tenho essa chata mania
De a tudo querer embargar
(E o que é pior, ao mesmo tempo)
Vera Moreira, uma casa
Colegas, uma família
Meus irmãos, irmãs, mães e avós
Amigos, filhos e filhas
Deixo também um obrigado
Pelos colegas que partiram antes de mim
Naquelas partidas eu tinha raciocinado
Que nada precisa ter um fim
E como de fato acabou por ser
Despedidas são tristes e sérias demais
Mesmo que seja sem querer
Meu mais humilde e sincero "até mais"
Dedicada à Equipe Vera Moreira
Samuel Garcia
Piratini, 06/04/2016
Por desejarem me conhecer
Em meio a rotinas corridas
E piadas pra espairecer
Obrigado pela confiança
Por delicadas incumbências
Uma aliança mais forte a cada dia
Nascida das nossas convivências
Obrigado por compartilharem
As obras de suas vidas
Eu vi tantos sorrisos brilharem
Por conquistas merecidas
Obrigado pelo apoio
Pelas mãos oferecidas
Quando a vocês recorri
Haviam centenas de saídas
Obrigado pelos sorrisos
Por serem tão naturais
Loucuras de improviso
Com certeza são imortais
Obrigado por me ensinarem
Rir da vida e compaixão
Levo de vocês suas imagens
Repletas com a minha gratidão
Obrigado por serem tão especiais
Simples, mas profundo...
Foram tantas correrias
Muitas folhas pra perder
Inúmeras travessias
E mates pra encher
Por tudo isso, me desculpo se com vocês
Em algum momento acabei por falhar
Mas tenho essa chata mania
De a tudo querer embargar
(E o que é pior, ao mesmo tempo)
Vera Moreira, uma casa
Colegas, uma família
Meus irmãos, irmãs, mães e avós
Amigos, filhos e filhas
Deixo também um obrigado
Pelos colegas que partiram antes de mim
Naquelas partidas eu tinha raciocinado
Que nada precisa ter um fim
E como de fato acabou por ser
Despedidas são tristes e sérias demais
Mesmo que seja sem querer
Meu mais humilde e sincero "até mais"
Dedicada à Equipe Vera Moreira
Samuel Garcia
Piratini, 06/04/2016
domingo, 27 de março de 2016
Mulheres (Atração e Atenção).
Suas formas são semelhantes
As tais filhas da atração
Nos banham em paixões escaldantes
Quando dois corpos são união
Extremos incompreensíveis
Em desejos complexos e secretos
E quantos futuros possíveis
Entre desprezos e afetos
Cabelo escuro, cor de sangue ou de sol
As narinas absorvem o doce ali pousado
Delírios que humilham o teu juízo
Perfeita mistura de graça e pecado
Um rosto angelical e uma segurança maliciosa
Diversas caras e olhares que realçam sua beleza
Pode ser cautelosa com a chance de um amor
Ou impiedosa com sua mais nova presa
Terra, natureza e céu em seus olhos
Portais para um reino de encantos
Onde como rei poderás viver
Ou como escravo afogado em prantos
Fazem de seu corpo valioso instrumento
Delicado, frágil e que exige cuidado
Porém, podem num súbito momento
Libertar um ódio resguardado
Tua deusa, tua própria existência
Puro fascínio, implora clemência
Loucos amores de proporções irreais
Que tornam singulares vidas conjugais
E já parece não ter como prosseguir
Com tanta causa pela qual lutar
É ter contigo alguém para sorrir
Ou ter na memória alguém para te provocar
Mulheres têm o poder
São mentoras da atenção
Que tendem muito a se perder
Nos labirintos do coração
Suas lábias são um prelúdio
Passaporte para essa longa viagem
Onde os dias são nada mais que minutos
E teu corpo a única bagagem
Samuel Garcia
Piratini, 27/03/2016
As tais filhas da atração
Nos banham em paixões escaldantes
Quando dois corpos são união
Extremos incompreensíveis
Em desejos complexos e secretos
E quantos futuros possíveis
Entre desprezos e afetos
Cabelo escuro, cor de sangue ou de sol
As narinas absorvem o doce ali pousado
Delírios que humilham o teu juízo
Perfeita mistura de graça e pecado
Um rosto angelical e uma segurança maliciosa
Diversas caras e olhares que realçam sua beleza
Pode ser cautelosa com a chance de um amor
Ou impiedosa com sua mais nova presa
Terra, natureza e céu em seus olhos
Portais para um reino de encantos
Onde como rei poderás viver
Ou como escravo afogado em prantos
Fazem de seu corpo valioso instrumento
Delicado, frágil e que exige cuidado
Porém, podem num súbito momento
Libertar um ódio resguardado
Tua deusa, tua própria existência
Puro fascínio, implora clemência
Loucos amores de proporções irreais
Que tornam singulares vidas conjugais
E já parece não ter como prosseguir
Com tanta causa pela qual lutar
É ter contigo alguém para sorrir
Ou ter na memória alguém para te provocar
Mulheres têm o poder
São mentoras da atenção
Que tendem muito a se perder
Nos labirintos do coração
Suas lábias são um prelúdio
Passaporte para essa longa viagem
Onde os dias são nada mais que minutos
E teu corpo a única bagagem
Samuel Garcia
Piratini, 27/03/2016
sexta-feira, 11 de março de 2016
Lembranças Mortas.
Parece estranho procurar esquecer
As respostas que há muito são em vão
Pois um futuro poderia conceber
A improvável e esperada solução
Memórias vivas e culpadas
Que transformam seres e espaço
Uma onda de emoções renegadas
Te faz recontar os teus passos
Longe de qualquer influência
Tenha cabeça erguida e maturidade
Se fraquejar tua resistência
Teus medos irão ignorar a realidade
Perdido onde reina a escuridão
O domínio inevitável traz a sorrateira loucura
Um pequeno espaço de repente é imensidão
E o desespero já não tem mais cura
Tudo na vida tem uma razão
Mágoas não são constantes
É vendo os detalhes com atenção
Que se percebe em um instante
Haverão tropeços e arranhões
Em sua jornada conclusiva
Porém, muitos entre bilhões
Ficam jogados à deriva
Talvez é o resultado de se julgar incapaz
De suportar o que não lhe convém
Um ressentimento e uma amargura voraz
Que machucam a si e a outro alguém
Fugir do passado era um desvio
Mas seu propósito foi incapacitar
O que parecia ser um sorriso doce e sadio
Acabou por ser uma lágrima prestes a pingar
Vai ver nada mais importa
E aqueles dias são apenas outros dias
A indiferença perante lembranças mortas
E respostas banais de perguntas frias
Samuel Garcia
Piratini, 11/03/2016
As respostas que há muito são em vão
Pois um futuro poderia conceber
A improvável e esperada solução
Memórias vivas e culpadas
Que transformam seres e espaço
Uma onda de emoções renegadas
Te faz recontar os teus passos
Longe de qualquer influência
Tenha cabeça erguida e maturidade
Se fraquejar tua resistência
Teus medos irão ignorar a realidade
Perdido onde reina a escuridão
O domínio inevitável traz a sorrateira loucura
Um pequeno espaço de repente é imensidão
E o desespero já não tem mais cura
Tudo na vida tem uma razão
Mágoas não são constantes
É vendo os detalhes com atenção
Que se percebe em um instante
Haverão tropeços e arranhões
Em sua jornada conclusiva
Porém, muitos entre bilhões
Ficam jogados à deriva
Talvez é o resultado de se julgar incapaz
De suportar o que não lhe convém
Um ressentimento e uma amargura voraz
Que machucam a si e a outro alguém
Fugir do passado era um desvio
Mas seu propósito foi incapacitar
O que parecia ser um sorriso doce e sadio
Acabou por ser uma lágrima prestes a pingar
Vai ver nada mais importa
E aqueles dias são apenas outros dias
A indiferença perante lembranças mortas
E respostas banais de perguntas frias
Samuel Garcia
Piratini, 11/03/2016
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