segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Ausentes.

Devaneios que beiravam o absurdo
Em breve, se fizeram opinião
E já não ouvimos o baque surdo
Dos gritos, oriundos da voz da razão

É quando nos deixamos consumir
Por instantes que mais parecem uma existência
Incontáveis anos que passam por vir
Declaram deles, nossa própria ausência

E é tão difícil lidar com consequências
Que castigam mais além do corpo
Tornam-se frutos da nossa vivência
E marcam seus impactos em um todo

Uma incerteza que nos devora
Em milésimos tão despercebidos
E de repente, vai-se embora
Deixando laços de afeto partidos

É o mal da impulsividade
Que arranca o tempo da reflexão
Encobre nossa bondade
Com sombras e pedidos de perdão


Samuel Garcia
Piratini, 23/02/2015