sábado, 23 de maio de 2015

A Espera.

Maré alta ao som do vento
Leva as impurezas da praia
Nuvens que dançam ao toque do alento
Aguardam uma forma que sobressaia

Tal como o anel que sela
Sinceros amores e uniões
Ser a memória que está ali e zela
A banição das más intenções

É o sinônimo de fidelidade
É o puro amor material
Espera do seu dono, humildade
Para amar sem igual

A flor bela e solitária
É regada e tem ambições
Amigas e irmãs são necessárias
Para viver em meio a um paraíso de botões

Nossa natureza sempre nos faz esperar
Por um recomeço, um sonho real
Tudo aquilo que não podemos negar
O destino e seu presente ocasional

Por vezes, a espera é o inimigo
Que afasta os nossos anseios
O abraço do esquecimento traz abrigo
E o da certeza, traz receios

Um desejo realizado nos faz sorrir
Mas uma surpresa nos faz chorar
Vamos deixar o tempo correr, fluir
E uma feliz lágrima iremos enxugar


Samuel Garcia
Piratini, 23/05/2015