sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Eu Mal Sabia.

Alma que se afoga em um mar de desilusões
Coração que vorazmente palpita
Percorrendo nos meus sonhos várias dimensões
Uma realidade que em mim já habita
É aqui que agora vivo
Felicidade é o único objetivo

E quando lembro dos momentos difíceis
Vejo que muito pecou meu alento
Estive em uma terra seca e sem vento
Batalhando de faca uma chuva de mísseis
Era lá que outrora eu vivia
Tanta infelicidade... eu mal sabia...

Queria um ombro amigo
Chamava por alguém
Desejo imensurável de fugir desse castigo
Eu não me importava
Fosse a morte ou mais além
O otimismo me fitava com desdém
A perdição era o que meu peito proclamava
Era lá que outrora eu vivia
Tanta infelicidade... eu mal sabia...

Vagava por estradas tortuosas
Nada restava a mim
Medo indescrítivel...
O frio afago da condenação
A minha palidez de marfim
Por que é tão suscetível?
É tarde para implorar perdão
Incontáveis crueldades, traições sigilosas...
Era assim que eu vivia
Tanta infelicidade... eu mal sabia...

Vi uma intensa luz
E desde então aqui estou
Uma terra de amor e paz
Será que do fatídico destino fui poupado?

Meu passado hediondo ficou para trás
Irei mudar meu futuro
Serei leal e generoso
Tudo que outrora não fui capaz
Saborearei os mais belos prazeres do mundo
Pela primeira vez na vida terei gozo
É assim que agora vivo
Tanta felicidade... agora eu sei


Samuel Garcia
Piratini, 04/01/2013

sábado, 29 de dezembro de 2012

Chora o Poeta.

Ah! Saudade dos campos de fora
A gota do orvalho pela manhã
A firme e reluzente aurora
O gosto da mais vermelha maçã

Ah! Saudade da noite
A lua com as estrelas a brincar
A brisa e o seu açoite
Em minha alma a tocar

Ah! Saudade das flores
Pétalas que cantam suavemente
Lembranças de mil amores
Invadem o coração docemente

Ah! Saudade das nuvens
Rainhas, donas do céu
Nas suas infinitas formas
Escondem o sol com seu véu

Ah! Saudade da bela moça
Que há tempos não vejo
Princesa delicada, preciosa louça
Meus lábios exigem o teu beijo

Ah! Saudade que maltrata
Até quando irei sofrer?
Por um instante enlouqueço
Torna inútil meu viver
És uma tortura cruel
As memórias me consomem
Assim chora o poeta
Como qualquer outro homem

Ah! Saudade que me atormenta
Vai chegar o dia sim
E de ti me desprenderei
Trilhando um caminho de jasmins
Ah! Saudade
Como aliviar essa dor?
No meu peito jaz uma brasa
Por que tão insano e ardente este calor?

Ah! Os belos campos de fora
Juro por Deus que vou voltar
Não partirei nunca mais
E com essa saudade vou acabar


Samuel Garcia
Piratini, 29/12/2012

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Revolução do Amor.

Vamos lá, ponha o seu melhor sorriso
Deixe de lado o juízo
Abrace a confiança e beije a sinceridade
Nada que é por amor puro fica pela metade

Vá em frente e espalhe a todos que puder
O mundo precisa saber o que o nosso coração quer
Liberdade para amar, confiar e sonhar
E até as mais belas poesias irão se concretizar

Hora de liberar o potencial que possuímos
Em nossa alma jaz uma porta que não abrimos
É a energia que todos nós precisamos
Essência que nos torna verdadeiros humanos

O desafio já foi lançado
Podemos fazer muito mais do que o esperado
A causa é justa
Ver a terra vasta de amor sem saber quanto custa

Não tenha vergonha! Em breve ela deixará de existir
O mundo não deve ter medo do que está por vir
A revolução do amor chegará nos quatro cantos
Será a verdade e a justiça não apenas em mim mas em tantos

Joguem fora suas armas
Rasguem as suas fardas
A partir de agora será somente uma nação
Cuja única tarefa é purificar por completo o coração

Vamos lá, não temos tempo a perder
Não é impossível fazer acontecer
Amanhã quando o sol se abrir
A nova realidade vai surgir

Eu sei que vai...


Samuel Garcia
Piratini, 26/12/2012

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Soneto pra Morena.

Ah! Morena, tão formosa morena
Fazes dos meus sonhos a tua morada
Em qualquer lugar roubas a cena
Olha o sol se pondo e suspira apaixonada

Minha morena, sei que te atormenta a saudade
Quando a noite cai não contém as lágrimas
Na manhã seguinte ouve o vento trazendo a novidade
O nosso destino é a nossa união, cedo ou tarde

Morena, o tempo é cruel
Lembra? Deitados olhando pro céu
Foi quando se consagrou esse amor tão fiel

Morena, prometo por tudo que é mais sagrado
Em uma manhã dessas irei pra ficar do teu lado
Morena, só te amando me sinto realizado


Samuel Garcia
Barrocão, 3º Distrito de Piratini, 22/12/2012

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Os Dois Lados da Moeda.

Os dois lados da moeda
O sol e a chuva 
Juntos formam o lindo arco-íris
E lá no horizonte faz sua curva

Os dois lados da moeda
A força e a fraqueza
Acredite, tente, lute pelos seus sonhos
E verás que a esperança te concede destreza

Os dois lados da moeda
A fortuna e a miséria
Não basta o poder para ser feliz
Amor pelo próximo é coisa séria

Os dois lados da moeda
A realidade e a imaginação
Universos paralelos
Cada qual tem sua razão

Os dois lados da moeda
O querer e o esquecer
No entanto, imprevisíveis
Cada qual pode se romper

Os dois lados da moeda
A luz e a escuridão
Disputando o domínio do mundo
Penumbra que já está atrapalhando nossa visão

Os dois lados da moeda
A vida e a morte
Destino único para todos 
Não existe fuga por sorte

Os dois lados da moeda
Cara e coroa
Depois das comparações anteriores
Vejam que estranho agora ressoa


Samuel Garcia
Piratini, 20/12/2012

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Angústia.

São sete horas da manhã
Na minha poltrona sentei
Pesando sob minhas costas o afã
Queria desatar os nós que há tempos amarrei

Passei por grandes barreiras
Perdi alguém imperdível
O que pra mim era limpo só restou poeira
Foi então que acabei por abraçar o inadmissível

Desviei da trilha do amor
Com o mundo me tornei amargurado
Mas graças a Deus nosso Senhor
Ele me trouxe para o outro lado

Meus erros ainda me perturbam
Minha consciência fala regularmente
Várias vozes me sussurram
Que eu poderia ter feito tudo diferente

Mas de nada adianta!
O tempo é rei e não volta atrás
Sinto agonizando meu mantra
Me julgando por eu não ter sido capaz
Quem amou e eu não notei?
Quem sorriu e eu não percebi?
Quem chorou e eu não me importei?
Quem partiu e eu não vi?

Me persegue o pensamento
Eu poderia fazer muito mais 
Trago a dor do merecimento
Um velho navio que nunca zarpou do cais


Samuel Garcia
Piratini, 14/12/2012

sábado, 8 de dezembro de 2012

Novamente.

O seu lindo sorriso
Uma única flor no paraíso
Tão puro, sincero e diferente
Talvez o veja novamente...

A sua linda voz
Eu sou meu próprio algoz
É a mais bela canção existente
Talvez a ouça novamente...

Os seus lindos lábios
Quebra-cabeça para os mais sábios
É onde me perco intensamente
Talvez os prove novamente...

Os seus lindos olhos
Eu sou a água mas não molho
Não há estrela mais reluzente
Talvez os contemple novamente...

Ah! Mulher!
Seu suspiro é dádiva
Sua presença seca lágrima
Roda seu vestido e se põe a sorrir
Sempre pronta para o que der e vier 

Tem em si tanto poder

Labirinto impossível de se perder
Você é o amor latente
Talvez te tenha novamente...


Samuel Garcia
Piratini, 08/12/2012