Suas formas são semelhantes
As tais filhas da atração
Nos banham em paixões escaldantes
Quando dois corpos são união
Extremos incompreensíveis
Em desejos complexos e secretos
E quantos futuros possíveis
Entre desprezos e afetos
Cabelo escuro, cor de sangue ou de sol
As narinas absorvem o doce ali pousado
Delírios que humilham o teu juízo
Perfeita mistura de graça e pecado
Um rosto angelical e uma segurança maliciosa
Diversas caras e olhares que realçam sua beleza
Pode ser cautelosa com a chance de um amor
Ou impiedosa com sua mais nova presa
Terra, natureza e céu em seus olhos
Portais para um reino de encantos
Onde como rei poderás viver
Ou como escravo afogado em prantos
Fazem de seu corpo valioso instrumento
Delicado, frágil e que exige cuidado
Porém, podem num súbito momento
Libertar um ódio resguardado
Tua deusa, tua própria existência
Puro fascínio, implora clemência
Loucos amores de proporções irreais
Que tornam singulares vidas conjugais
E já parece não ter como prosseguir
Com tanta causa pela qual lutar
É ter contigo alguém para sorrir
Ou ter na memória alguém para te provocar
Mulheres têm o poder
São mentoras da atenção
Que tendem muito a se perder
Nos labirintos do coração
Suas lábias são um prelúdio
Passaporte para essa longa viagem
Onde os dias são nada mais que minutos
E teu corpo a única bagagem
Samuel Garcia
Piratini, 27/03/2016
domingo, 27 de março de 2016
sexta-feira, 11 de março de 2016
Lembranças Mortas.
Parece estranho procurar esquecer
As respostas que há muito são em vão
Pois um futuro poderia conceber
A improvável e esperada solução
Memórias vivas e culpadas
Que transformam seres e espaço
Uma onda de emoções renegadas
Te faz recontar os teus passos
Longe de qualquer influência
Tenha cabeça erguida e maturidade
Se fraquejar tua resistência
Teus medos irão ignorar a realidade
Perdido onde reina a escuridão
O domínio inevitável traz a sorrateira loucura
Um pequeno espaço de repente é imensidão
E o desespero já não tem mais cura
Tudo na vida tem uma razão
Mágoas não são constantes
É vendo os detalhes com atenção
Que se percebe em um instante
Haverão tropeços e arranhões
Em sua jornada conclusiva
Porém, muitos entre bilhões
Ficam jogados à deriva
Talvez é o resultado de se julgar incapaz
De suportar o que não lhe convém
Um ressentimento e uma amargura voraz
Que machucam a si e a outro alguém
Fugir do passado era um desvio
Mas seu propósito foi incapacitar
O que parecia ser um sorriso doce e sadio
Acabou por ser uma lágrima prestes a pingar
Vai ver nada mais importa
E aqueles dias são apenas outros dias
A indiferença perante lembranças mortas
E respostas banais de perguntas frias
Samuel Garcia
Piratini, 11/03/2016
As respostas que há muito são em vão
Pois um futuro poderia conceber
A improvável e esperada solução
Memórias vivas e culpadas
Que transformam seres e espaço
Uma onda de emoções renegadas
Te faz recontar os teus passos
Longe de qualquer influência
Tenha cabeça erguida e maturidade
Se fraquejar tua resistência
Teus medos irão ignorar a realidade
Perdido onde reina a escuridão
O domínio inevitável traz a sorrateira loucura
Um pequeno espaço de repente é imensidão
E o desespero já não tem mais cura
Tudo na vida tem uma razão
Mágoas não são constantes
É vendo os detalhes com atenção
Que se percebe em um instante
Haverão tropeços e arranhões
Em sua jornada conclusiva
Porém, muitos entre bilhões
Ficam jogados à deriva
Talvez é o resultado de se julgar incapaz
De suportar o que não lhe convém
Um ressentimento e uma amargura voraz
Que machucam a si e a outro alguém
Fugir do passado era um desvio
Mas seu propósito foi incapacitar
O que parecia ser um sorriso doce e sadio
Acabou por ser uma lágrima prestes a pingar
Vai ver nada mais importa
E aqueles dias são apenas outros dias
A indiferença perante lembranças mortas
E respostas banais de perguntas frias
Samuel Garcia
Piratini, 11/03/2016
domingo, 14 de fevereiro de 2016
Assim.
Tantas passagens doloridas
Que a meus olhos eram sem fim
Um dia por inteiras esquecidas
O passado me fez assim
São ânsias que me consomem
Essa incerteza tortura a mim
Vontades do jovem homem
É que o presente me faz assim
Uma aspiração por tranquilidade
Paz, amor, justiça, enfim
Pra comigo viver em liberdade
Eu quero um futuro assim
As palavras exatas ditas pela paixão
A empatia é o tesouro dos tempos
Princípios são joias do coração
E uma amostra de carinho seu único pagamento
Samuel Garcia
Piratini, 14/02/2016
Que a meus olhos eram sem fim
Um dia por inteiras esquecidas
O passado me fez assim
São ânsias que me consomem
Essa incerteza tortura a mim
Vontades do jovem homem
É que o presente me faz assim
Uma aspiração por tranquilidade
Paz, amor, justiça, enfim
Pra comigo viver em liberdade
Eu quero um futuro assim
As palavras exatas ditas pela paixão
A empatia é o tesouro dos tempos
Princípios são joias do coração
E uma amostra de carinho seu único pagamento
Samuel Garcia
Piratini, 14/02/2016
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016
Coração Soberano.
Esperando horas que não se encontram no relógio
Para ser alguém que não se encontra em mim
Maravilhas ainda não descobertas
Outros mundos, amores e seus afins
Trazendo flores do chão infértil
Para perfumar a casa que está pra existir
Morada de uma pessoa ou de seus sentimentos
Que estão prontos para também florir
Um zelo mais sincero que a carícia
É a chuva que cai de um céu azul
Banha lágrimas carregadas de emoções
Que nascem de promessas, reencontros e paixões
O tempo leal à uma vontade
Aos moldes do mundo ideal
A inexistência do pecado
É um universo altruísta e fraternal
Tudo escolhido por um ser
Formas, gestos e gostos
Visando a beleza da alma
E os sorrisos nos rostos
E no gozo das mais lindas contradições
Tornar rotineiro o incabível
Suposições sadias de um poeta
Que tanto almeja o impossível
Um poder tamanho e inigualável
Ao alcance de alguém, de carne e osso
Um coração soberano ao tempo e ao tudo
Causando em nós um feliz alvoroço
Samuel Garcia
Piratini, 10/02/2016
Para ser alguém que não se encontra em mim
Maravilhas ainda não descobertas
Outros mundos, amores e seus afins
Trazendo flores do chão infértil
Para perfumar a casa que está pra existir
Morada de uma pessoa ou de seus sentimentos
Que estão prontos para também florir
Um zelo mais sincero que a carícia
É a chuva que cai de um céu azul
Banha lágrimas carregadas de emoções
Que nascem de promessas, reencontros e paixões
O tempo leal à uma vontade
Aos moldes do mundo ideal
A inexistência do pecado
É um universo altruísta e fraternal
Tudo escolhido por um ser
Formas, gestos e gostos
Visando a beleza da alma
E os sorrisos nos rostos
E no gozo das mais lindas contradições
Tornar rotineiro o incabível
Suposições sadias de um poeta
Que tanto almeja o impossível
Um poder tamanho e inigualável
Ao alcance de alguém, de carne e osso
Um coração soberano ao tempo e ao tudo
Causando em nós um feliz alvoroço
Samuel Garcia
Piratini, 10/02/2016
segunda-feira, 7 de dezembro de 2015
Fracassados no Impossível.
Todos filhos da imperfeição
Fracassados no impossível
Hoje a sombra do que serão
Ou o sol de dias sofríveis
O rosto em metamorfose
As rugas que sem permissão dominam
Um coração em overdose
Dos anos que tanto ensinam
O olhar semblante da crueldade
Um sorriso que esbanja delicadeza
Vidas corridas plantam os frutos da idade
Tais números que avançam com destreza
Atos e opiniões se mostram influenciados
Pelos reflexos de toda e cada trajetória
Onde restam glórias e pecados
Entre tantas derrotas e vitórias
Reviver alimenta a saudade
Passado renegado é a alma torturada
São extremos da tal liberdade
"Sua escolha é sua estrada"
E quantos conflitos internos
No corpo que é um campo de batalha
E quantos verões e invernos
Provocam a ira deste íntimo fogo de palha
Perfeição é somente uma palavra
A perdição culmina com a morte
Restam os beijos de quem amava
E o amanhã que conta com a sorte
Samuel Garcia
Piratini, 07/12/2015
Fracassados no impossível
Hoje a sombra do que serão
Ou o sol de dias sofríveis
O rosto em metamorfose
As rugas que sem permissão dominam
Um coração em overdose
Dos anos que tanto ensinam
O olhar semblante da crueldade
Um sorriso que esbanja delicadeza
Vidas corridas plantam os frutos da idade
Tais números que avançam com destreza
Atos e opiniões se mostram influenciados
Pelos reflexos de toda e cada trajetória
Onde restam glórias e pecados
Entre tantas derrotas e vitórias
Reviver alimenta a saudade
Passado renegado é a alma torturada
São extremos da tal liberdade
"Sua escolha é sua estrada"
E quantos conflitos internos
No corpo que é um campo de batalha
E quantos verões e invernos
Provocam a ira deste íntimo fogo de palha
Perfeição é somente uma palavra
A perdição culmina com a morte
Restam os beijos de quem amava
E o amanhã que conta com a sorte
Samuel Garcia
Piratini, 07/12/2015
sexta-feira, 11 de setembro de 2015
Intimidação.
Luzes que cintilam nas minhas viagens
Gritos ressonantes que não querem calar
Em instantes meu foco é a imagem
De alguém que parece ir sem chegar
Eu tenho aquela sabedoria
Poder te decorar por inteira
Entender o que tanto proibia
Tua presença de ser costumeira
Eu ouço tuas pisadas neste chão
Na vida real por instinto disfarço
A angústia dos anos que se vão
E dos meus olhos esse embaço
Eu sei que estás do outro lado
Deste muro de temores e afazeres
Enquanto meu maior pecado
É a rendição perante tolos prazeres
Quanto ao que penso sem cessar
Se trata de uma avariada contradição
Tão simples e complexo te mirar
Embriagado, extasiado de intimidação
Não sei dizer se pra ti existe um céu
Mas o sol e a lua guardam o teu berço
O seio que ungiu teus lábios com mel
E a criação que te fez única no universo
Poderiam passar dias, meses e anos
E ainda lembraria cada detalhe
Do sonho que logo é um engano
Contanto que a mente não falhe
Que honra foi lhe ter ao meu alcance
Estando a tua frente a te admirar
O destino a si próprio dá nova chance
Talvez não só tu chegues como decidas ficar
Samuel Garcia
Piratini, 11/09/2015
Gritos ressonantes que não querem calar
Em instantes meu foco é a imagem
De alguém que parece ir sem chegar
Eu tenho aquela sabedoria
Poder te decorar por inteira
Entender o que tanto proibia
Tua presença de ser costumeira
Eu ouço tuas pisadas neste chão
Na vida real por instinto disfarço
A angústia dos anos que se vão
E dos meus olhos esse embaço
Eu sei que estás do outro lado
Deste muro de temores e afazeres
Enquanto meu maior pecado
É a rendição perante tolos prazeres
Quanto ao que penso sem cessar
Se trata de uma avariada contradição
Tão simples e complexo te mirar
Embriagado, extasiado de intimidação
Não sei dizer se pra ti existe um céu
Mas o sol e a lua guardam o teu berço
O seio que ungiu teus lábios com mel
E a criação que te fez única no universo
Poderiam passar dias, meses e anos
E ainda lembraria cada detalhe
Do sonho que logo é um engano
Contanto que a mente não falhe
Que honra foi lhe ter ao meu alcance
Estando a tua frente a te admirar
O destino a si próprio dá nova chance
Talvez não só tu chegues como decidas ficar
Samuel Garcia
Piratini, 11/09/2015
domingo, 2 de agosto de 2015
Pensamentos.
Minha cabeça grita de dor
Pelo peso dessas reflexões
Visão do ideal, amostra do horror
Em cenários de mil emoções
Conserto das minhas falhas
Adepto da destruição em massa
Fria indiferença que a mim entalha
Dimensões de bênçãos e desgraças
O vácuo é o pior dos labirintos
Pois não há qualquer saída
Onde são ineficazes os instintos
E a sanidade de repente é esquecida
Atrás da medição desse poder
Jaz o começo da perda de mim
O que eu era se faz esquecer
E o meio vai sufocando o fim
E quanto a todo o resto
Os cacos da minha consciência
Estão distantes e nem contesto
Impossível buscar uma providência
Um felizardo segundo marca presença
E o infinito se dissolve no ar
Não antes de soprar uma ofensa
Ao meu eu que acaba de despertar
Coordenados e em conjunto
Produtos do corpo e da mente
Gestos, posições e assuntos
Que nos definem plenamente
Samuel Garcia
Piratini, 02/08/2015
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